Mensagem
Recebi de uma mãe, Sílvia Guimarães de Carvalho, a quem publicamente agradeço, não só a mensagem seguinte mas sobretudo a autorização para postá-la. Como não me era especialmente dirigida mas sim a todos os portadores de SA e tendo-a achado invulgarmente extremada, pensei em postá-la. Antes, porém, decidi contactar a Sílvia a quem manifestei a minha opinião sobre ela. Mesmo sabendo disso, a Sílvia autorizou a sua publicação aqui.Publico-a aqui, porque creio ser interessante para eventualmente suscitar a discussão e envio um forte abraço à Sílvia, desejando-lhe e ao seu filho tudo de bom. A nossa diferença de opiniões não faz de nós dois seres humanos assim tão diferentes mas apenas duas pessoas com opiniões diferentes.
P.S. - Junte-se à Comunidade Virtual Planeta Asperger: no Userplane Webchat, no MSN Messenger ou no IRC.Olá para todos vocês,
Antes de começar a dizer algumas coisas, gostaria que soubessem o quanto significam para mim, pois devem estar se perguntando, quem é essa pessoa que mal se apresenta. Pois bem... sou mãe de uma criança de 8 anos portadora da Síndrome de Asperger, entendo perfeitamente como funciona a mente de vocês, e é por isso que vocês são pra lá de especiais, amo todos vocês e admiro também. Não tive a sorte de ter a Síndrome, pois seria uma privilegiada, sei que vocês sofrem de não serem compreendidos, mas veja bem, estamos num mundo onde as
pessoas ditas “normais”, matam, roubam, mentem, enganam, desamam, o que vocês acham disso tudo?
Tenho é vergonha de fazer parte dessas pessoas ditas “normais”. Graças a Deus tive a grande sorte de poder estar convivendo e aprendendo com meu filho, pois ele veio para me ajudar a ser uma pessoa um pouquinho melhor, porque jamais serei como ele, mesmo que eu me esforçasse com todas as minhas forças, jamais chegaria aos seus pés.
É por isso que falo de todo coração que vocês irão revolucionar a humanidade, se todo ser humano fosse como vocês não haveria maldade, mentira, falsidade e tudo de ruim que existe nesse planeta.
Quero que saibam, que agradeço a Deus todos os dias, por ter o privilégio de ter um filho com essa Síndrome, sei que meu filho agora sofre por ser diferente, pois apenas tem 8 anos, mas tenho a certeza de que um dia ele irá se deparar com a pessoa maravilhosa que é, espero muito por esse dia, pois tenho muito orgulho desse meu filho, ele é tudo de bom, amoroso, sincero, honesto, tudo, tudo de bom mesmo.
Amo todos vocês, e gostaria que soubessem disso.
De uma mãe que gostaria muito de ter nascido com a Síndrome.Sílvia
Etiquetas: Características, Mensagens, Pais


18 Comentário(s):
Caro Asper e Cara Silvia
A minha opinião ficará, possivelmente aqui entre o meio dos dois.Se por lado admiro o Asper desde sempre pela a frontalidade, razoabilidade em conseguir de um modo tão correcto,aceitar as manifestações da diferença de postura e pensamento dos outros.
Talvez agora também eu generalizando um bocadinho, possa dizer que temos uma parte masculina talvez mais racional, e uma feminina mais emocional. Em relação á mãe Silvia, desejo-lhe o melhor futuro para o seu filhote, e como mãe de um adulto portador da sindrome, tambem muitas vezes enfatizo, as partes genuínas do meu Asperger como tambem enfatizo da minha outra filha, (os nossos filhos são sempre os melhores) mas a pureza dele de facto impressiona-me, mas não me deixa tranquila, antes pelo contrário assusta-me, que ele não conseguirá gerir a sua própria vida. Não que todo o mundo há volta gire nos padrões do mal, ele é que não está apto, a captar os sinais exteriores e fazer uma filtragem. E se por um lado eu estou com esta mãe que ás vezes tinha vontade de não ver a maldade, por outro tenho de estar de olho bem aberto para o proteger, porque já não posso ter a ilusão, de que ele o vai conseguir fazer por si só. Cara mãe ainda bem que não nasceu Asperger que vai ter a função de abrir outros corações para o problema do seu filho e outros com a mesma sindrome. Temos de viver neste mundo imperfeito e temos de ir moldando, algumas cabeças para a condição especial dos nossos filhos especiais...
Um grande bjoca para os dois Asper e Silvia
Este meu comentário serve, sobretudo, para expressar a minha solidariedade para com a mãe Sílvia.
É de muita coragem assumir-se e comprometer-se, mais do que com uma Ideia, com uma Vontade como esta. Estou igualmente certo, que esta sua vontade resulta, sobretudo do incomensurável e incondicional amor que tem pelo seu filho. Nesta perspectiva, mas apenas nesta, compreendo-a totalmente.
Penso que devemos ter o cuidado e atenção para não sermos esmagados pelos nossos sentimentos e intuição. Às vezes um pouco mais de racionalidade ajuda redimensionar as nossas perspectivas e, talvez, a ajudar um pouco mais estas crianças.
Um Abraço!
Pai de A
Mãe Silvia...
estou aqui, em busca de outros pais que estejam passando pelo que estamos passando com nosso pequeno João. Sempre notei que meu filho era "diferente", mas só quando ele já tinha quase 4 anos e depois de vários especialistas e meses e meses de espera, de "testes", exames, encontrei uma psicóloga amada, que junto com outros profissionais, diagnosticaram a díndrome no meu filho.
No início meu marido não reagiu bem, eu confesso que me bateu um grande medo, mas acima de tudo, meu maior medo é de não poder ajudá-lo um dia, em algum momento, do resto não tenho medo.
Meu filho é lindo, um anjo, que não percebe as coisas em volta e que muitas vezes já ouvi dizerem "mas que menino chato" e ele nem se tocar de nada. E tendo sido o primeiro a ler, escrever, se sentiu sem vontade de ir pra escola. Mas com a ajuda da escola que nos apóia e muito, ele hoje vai feliz pra escola e sempre tem uma novidade pra contar, todos os dias, com aquele sorriso contagiante...
Tenho medo do futuro dele, apesar de acreditar e muito que ele será muito feliz.
Deixo meu e-mail pra vc e pra outros pais que quiserem compartilhar sua história conosco.
Grande abraço, que Deus nos proteja e proteja nossos pequenos...
Altemísia - altemisia@globo.com
Mãe Silvia...
estou aqui, em busca de outros pais que estejam passando pelo que estamos passando com nosso pequeno João. Sempre notei que meu filho era "diferente", mas só quando ele já tinha quase 4 anos e depois de vários especialistas e meses e meses de espera, de "testes", exames, encontrei uma psicóloga amada, que junto com outros profissionais, diagnosticaram a díndrome no meu filho.
No início meu marido não reagiu bem, eu confesso que me bateu um grande medo, mas acima de tudo, meu maior medo é de não poder ajudá-lo um dia, em algum momento, do resto não tenho medo.
Meu filho é lindo, um anjo, que não percebe as coisas em volta e que muitas vezes já ouvi dizerem "mas que menino chato" e ele nem se tocar de nada. E tendo sido o primeiro a ler, escrever, se sentiu sem vontade de ir pra escola. Mas com a ajuda da escola que nos apóia e muito, ele hoje vai feliz pra escola e sempre tem uma novidade pra contar, todos os dias, com aquele sorriso contagiante...
Tenho medo do futuro dele, apesar de acreditar e muito que ele será muito feliz.
Deixo meu e-mail pra vc e pra outros pais que quiserem compartilhar sua história conosco.
Grande abraço, que Deus nos proteja e proteja nossos pequenos...
Altemísia - tetecarmelo@gmail.com
Mãe Silvia...
estou aqui, em busca de outros pais que estejam passando pelo que estamos passando com nosso pequeno João. Sempre notei que meu filho era "diferente", mas só quando ele já tinha quase 4 anos e depois de vários especialistas e meses e meses de espera, de "testes", exames, encontrei uma psicóloga amada, que junto com outros profissionais, diagnosticaram a díndrome no meu filho.
No início meu marido não reagiu bem, eu confesso que me bateu um grande medo, mas acima de tudo, meu maior medo é de não poder ajudá-lo um dia, em algum momento, do resto não tenho medo.
Meu filho é lindo, um anjo, que não percebe as coisas em volta e que muitas vezes já ouvi dizerem "mas que menino chato" e ele nem se tocar de nada. E tendo sido o primeiro a ler, escrever, se sentiu sem vontade de ir pra escola. Mas com a ajuda da escola que nos apóia e muito, ele hoje vai feliz pra escola e sempre tem uma novidade pra contar, todos os dias, com aquele sorriso contagiante...
Tenho medo do futuro dele, apesar de acreditar e muito que ele será muito feliz.
Deixo meu e-mail pra vc e pra outros pais que quiserem compartilhar sua história conosco.
Grande abraço, que Deus nos proteja e proteja nossos pequenos...
Altemísia - tetecarmelo@gmail.com
Cara Sílvia,
Admiro o amor que sente pelo seu filho e penso que seria realmente maravilhoso que todos fossemos tão ingénuos e desprovidos de maldade. Mas a verdade é que não somos e os nossos filhos não têm capacidade para entender e reagir à maldade dos outros. Por isso não penso que isso seja algo que os favoreça.
Espero que para além desse amor incondicional consiga manter a racionalidade necessária para "treinar" o seu filho para viver na realidade deste nosso mundo.
Um beijo.
mariamartin
Esta mensagem foi removida pelo autor.
Olá, tudo bem?
Eu sou a Bruna, bolsista de iniciação científica do Centro Universitário Feevale. Meses atrás você nos autorizou a realizar uma análise em seu blog, cujo já foi concluída.
Se quiser ver os resultados, já está publicado no blog da pesquisa no dia 30 de março.Serás muito bem vindo.
Grande abraço e novamente muito obrigada pela sua colaboração.
http://blogsespeciais.blogspot.com
Acho que me vejo na mesma situação dessa mãe Silvia. Meu filho com 16 anos foi diagnosticado portador de SA (asperger)depois de muitos anos de idas e vindas de psicólogos e neurologistas. É um ser humano incrível, bom caráter, verdadeiro...que tem que conviver como "anormal" numa sociedade de "normais". Mas preciso de ajuda para lidar com esse jeito seu peculiar talvez um pouco distraído de difícil socialização para que ele se sinta melhor. Tenho aprendido ultimamente a lidar com esse seu jeito atrapalhado de fazer as coisas ou até de não fazê-las, porque só agora que foi diagnosticado. E para nós meros mortais ele era lerdo, teimoso...
Mas agora com o diagnóstico estou tentando buscando entender um pouco sobre o assunto do qual sou tão leiga. A ´´unica coisd
Acho que me vejo na mesma situação dessa mãe Silvia. Meu filho com 16 anos foi diagnosticado portador de SA (asperger)depois de muitos anos de idas e vindas de psicólogos e neurologistas. É um ser humano incrível, bom caráter, verdadeiro...que tem que conviver como "anormal" numa sociedade de "normais". Mas preciso de ajuda para lidar com esse jeito seu peculiar talvez um pouco distraído de difícil socialização para que ele se sinta melhor. Tenho aprendido ultimamente a lidar com esse seu jeito atrapalhado de fazer as coisas ou até de não fazê-las, porque só agora que foi diagnosticado. E para nós meros mortais ele era lerdo, teimoso...
Mas agora com o diagnóstico estou tentando buscando entender um pouco sobre o assunto do qual sou tão leiga. A única coisda que me interessa agora é buscar conhecimento para ajudá-lo, estou escrevendo em blogs entrando em contato com pessoas para melhor me ater do assunto. Por isso gostaria de compartilhar informações com as pessoas interessadas no assunto.
Abrços.
Raquel
Olá a todos, caro Asper a tempos passo pelo seu blog e sempre leio os comentários, admiro todos vcs que como eu está sempre buscando apoio e clareza naquilo que sabemos, não tem muito á mudar e sim evoluir. Quanto a carta de Silvia a compreendo pois seu filhimho tem 8 anos e é justamente nessa fase que pensamos: agora ele começara a ser independente e tal, mas somos pegos com mil mudanças, de temperamento, de atitudes, ao inves do nosso filhinho doce se abrir para o mundo, pelo contrario ele vai fechando a sua concha. E aí nos vemos confrontando com o mundo e com nós mesmos. nos perguntando e julgando a tudo e a todos Porque-. 1- Esse por que não existe. 2- Nossos filhos com SA ou não são nossas responsabilidades. 3- No mundo nada é igual, portanto devemos ter sempre e muita serenidade para lidar com as diversidades que ainda estão por vir, digo isso aos pais de aspies pequenos, leiam procurem especialistas, mesmo que a sindrome seja sutil. pois tudo ajuda se vc tiver a mente aberta e o coração tb. Onde eles mais sentem, apesar de não demonstrarem ou demontrarem atraves da agressividade e outras reações é a baixa auto estima que são obrigados por vezes a conviver pq não são devidadente compreendidos(que é o fantasma que nos assombra). Aos pais de adolecentees como eu( meu menino tem 14)e tenho outro de 9 sem SA, acredito estarem tb dia após dia trabalhando as expectativas entre altos e baixos da melhor maneira possível , Meu menino faz terapia desde os 5 anos; fez fono por ter dificuldade de linguagem; toma medicamentos desde os 9 anos. hoje ele tem um psiquiatra que o acompanha, continua com os medicamentos: risperidona (para a rigidez dos pensamentos e atitude socialização) e fluoxetina para os pensamentos compulsivos( quando tem crises ) estuda numa escola regular metodo montessoriano,onde recebe total apoio dos coordenadores como criança de inclusão. Vive mais no mundo dos computadores se tornou perito em inglês, adora historia, cinema e politica só assiste CNN e quanto a regras é politicamente correto, as vezes peço a ele para se abrir mais pra mim, aí ele e diz com toda sua seriedade:Mãe pra que você quer saber não vai entender nada, eu estou bem! Dou-lhe um grande beijo e saio de mansinho. As vezes eçe confessa pra mim que queria ter um amigo, mas um amigo como ele o resto diz, não interessa. Sugiro a todos que ainda não leram, que leiam um texto que se chama -NÃO CHOREM POR NÓS de JIm Sinclair, uma aspie adulta que da palestra pelo mundo. Me ajudou bastante a compreende-los melhor. E o livro OLHE NOS MEUS OLHOS, tb é muito bom. Agradeço a Asper por esse momento me desculpe se me excedi no comentario, mas fico feliz se puder ajudar. beijo a todos esses lindos corações vigilantes. ANA do Brasil
Tenho 15 anos e ouvi a doutora do mau falar sobre esta sindrome comigo.Felizmente eu não sofro falta de interação social,maioria das pessoas com quem ando me entendem e aturam certas manias minhas.
Errm,oque eu estou vendo em vocês é um certo romantismo sobre isso.Certamente não é legal portar essa síndrome nem ser autista - como agora eu estar pesquisando sobre essa sindrome as 6:06 da manhã =D -.Quando falam que quem possui a síndrome é obsessivo vocês não imaginam o quanto,antes de consultar com a minha doutora eu não sabia oque eram essas manias,sentimento obsessivo,moder as mãos,andar numa calçada sempre seguindo os quadradinhos,não sentar no meio de duas pessoas,não gostar de ser observado nem olhar nos olhos.Sabem qual o pior?Eu tenho conciência mas não ligo,quando ignoro algum desses pequenos toques...Eles me causam algo muiiito ruim(uma ansiedade tremenda).Realmente...Tente pegar seus "filhotes" e levem num psicologo,tratem cedo isso,depois sofre muito >.>,eu convivo tranquilo com isso mas...não levem a síndrome pensando que seu filho é um verdadeiro gênio.São realmente poucos os que são.
Se bem que varios toques que tenho surgiram depois de eu ter feito o concurso para o colegio militar na qual eu quase me matei >.< =D
Há! Fiquei em 3º lugar para o 1º ano do ensino médio no colegio militar de poa.
grande coisa o_O xD
Realmente psiquiatria não é a saída >.<.Por sorte eu não tomo esses remédios,evito -elimino com eles na verdade -.Acho que o melhor e tentar abrir os olhos da criança,deixar para que ele se sociabilize por conta dele. ^^ acho o_O
Olá a todos! Tenho prestado muita atenção não só aos posts como aos comentários postados. A verdade é que ando meio louca com a situação que envolve o meu filhote. Tem agora 9 anos e com oito anos foi-lhe diagnosticado SA, pelo CADIN. Quase que a ida ao CADIN, foi imposta pela professora do meu filho, que sempre considerou-o como uma criança chata, sem comportamentos normais e naturais, completamente despassarado, bebé e até maluquinho. Desde os primeiros tempos escolares que o meu filhote queixava-se das agressões fisícas e verbais e do isolamento imposto pelos colegas de turma e incentivados pela própria professora. Na realidade o meu filho tem excelentes notas, embora a própria senhora admita que não percebe como, uma vez que para ela o aluno nada faz na sala de aula a não ser falar sozinho, ler alto demais, incomodar todos e olhar para lado nenhum especificamente. Desde o 1º ano que o meu filhote tem passdo horrores nas mãos de alguém que supostamaente deveria ser um dos seus pilares no contexto escolar. Mas o que sucede é exactamente o contrário, por qualquer razão chama nomes ao meu filho, chegando ao ponto de chamá-lo de mentiroso, quando a criança conta alguns pormenores que vão acontecendo com ele. Mas eu sei que são verdadeiros, porque dentro da mesma sala, está a filha de uma das minhas grandes amigas e que confirma os maus tratos psicológicos e verbais levados a cabo pela professora. O meu rebento terminou agora o 3º ano do ensino básico, um ano lectivo horroroso e pautado por discussões de baixo nível com a professora nas várias vezes em que fui chamada a reuniões. A última aconteceu há cerca de duas semanas em que a dita senhora sentiu que a situação estava a faltar ao seu controlo uma vez que várias crianças da sala trouxeram o problema para fora da escola e tornaram algumas atitudes da professsora públicas. A determinação da senhora em continuar a desmotivar o meu filho são tão grandes que todos os recados em que eu como mãe e encarr. de educação lhe respondia à letra na caderneta escolar (mas sempre dentro do respeito), eram lidos em voz alta, perante toda a turma e com comentários em tom de gozo a acompanhá-los. Actualmente, sou chamada de mãe do menino tal ,a D.TM Mentirosa como a senhora passou a chamar-me e conseguiu incutir nos restantes alunos. Não admira que a maioria das crianças da sala não fala ao meu filho e lhe digam que o maior desejo deles era que ele desaparecesse para sempre da escola.
Para continuar o meu relato, para ver se algum de vós poderá dar mais algumas ideias para que eu possa ajudar ainda mais o meu filho, aqui fica a continuação...
Os colegas de turma recusam-se a brincar com ele, são agressivos fisicamente, e uma vez que o meu é mt desorganizado, a professora considerou que a mala do meu filho é propriedade pública e por essa razão com a desculpa que o vão ajudar, todos mexem e roubam o que pertence ao meu filho e dizem sempre que é mentira. E a senhora ainda diz que filho de mentirosa, mentiroso é e que a continuar desta forma será um delinquente. Esta situação passa-se com uma senhora já na casa dos 50 anos, com muitos anos de experiência, mas com graves problemas de humanidade. Nestas últimas reuniões, e uma vez que verifiquei que falar num tom de conciliação para que as situações não se descontrolassem mais, não surtiram qualquer efeito desde o ínicio do 1º ano, resolvi enfrentar a dita senhora e dizer-lhe que acreditava antes no meu filho e obviamente não nela, uma vez que esta colocava o meu filho de castigo por tudo e por nada inclusivé por actos que tinham sido feitos por colegas que colocavam as culpas nele e a professora nem o deixava defender-se. E uma vez que lhe disse que não concordava com o que acontecia e nem admitia, na última reunião há duas semanas, a senhora para uma mera reunião de professora/pais, fui confrontada com os seguintes elementos à minha espera para uma reunião pelos vistos formal, para a qual não fui informada, onde estavam presentes a directora do agrupamento escolar, a coordenadora da escola e o representante do primeiro ciclo dentro do agrupamento, além da própria professora. Estiveram sempre ao ataque à minha pessoa dizendo por várias vezes e de diferentes formas que eu sou uma péssima mãe, o meu filho é um aluno pavoroso, além de problemático, mentiroso e por aí em diante. Sempre que eu falava, a resposta da professora para a directora da escola era que eu sou alguém incapaz de ter uma conversa educada e normal, quando era eles próprios quem gritavam na sala, alegando que não estavam nada a gostar que eu colocasse em causa o profissionalismo da professora de longa data daquela escola. E que nada tinham a apontar sobre a sua pessoa. Foram 4 horas de exausta reunião em que as imagens que ficaram é que eu não presto e o meu filho além de mentiroso é maluquinho (tal como a professora o chama). E que os problemas existiam porque socialmente nenhum de nós se enquadrava. A situação chegou ao ponto de chamar o meu filho e confrontá-lo de uma forma muito agressiva levando a que ele mentisse dizendo o que ela queria ouvir, porque obviamente o meu menino tem muito medo dela e do que ela faz na sala de aula. O mesmo acontecendo com uma menina, amiga dela e filha da minha amiga, que ainda tentou dizer realmente o que se passou, mas só lhe diziam para que ela soubesse o que estava a dizer. A menina acabou por desistir de tentar impor a verdade e disse á própria mãe que tinha muito medo da professora e que esta dizia que nada do que se passava na sala de aula devia ser contado aos pais. Sinceramente, não sei mais o que fazer, uma vez que quando falei em mudança de professora, esta fucou muito ofendida dizendo que ninguém cuidava tão bem do aluno como ela, e que para uma tranferência precisava de escrever um relatório que podia não ser muito abonatório em relação ao meu filho. Quero ajudar muito o meu filho, e já não sei o que fazer. O meu filho anda sempre nervoso e stressado e embora adore aprender, prefere fazê-lo sozinho na internet ou no ATL, onde se sente bem, do que na escola onde está muito desmotivado e já não quer ir para a escola, enervando-se todos os dias e chegando a casa muito alterado. Se souberem o que poderei fazer para travar sta situação eu agradeço e muito porque estou mesmo muito cansada :(.
Um BEM-HAJA para todos!
Despeço-me com uma boa vida para vossos filhotes e que estes evoluam sempre!
Kristy's Place Dogs
Achei deveras impressionante o seu relato.
Não há nessa escola uma professora de ensino especial que possa servir de intermediária nessa situação? Ou na falta dela não será possível escrever à Direcção Regional a solicitar a colaboração de alguém ligado ao ensino especial?
Ainda que a sua criança tenha boas aptrendizagenms há que cuidar do ambiente social em que ele se desenvolve na escola o isso pode ser tarefa dos professores de apoio.
para kristy's Place Dogs
Infelizmente isso é bem real.Aminha filha agora com 19 anos passou horrores na escola primária.Não com os professores ,mas com alguns colegas.Uma vez empurraram na e teve que levar 12 pontos num joelho.Nunca houve culpados nem se apuraram responsabilidades.Ainda hoje, terminou o 12ºano, e acredite que o seu também há de terminar, continua a ser alvo do gozo dos colegas, ou simplesmente do desprezo, por vezes tb dos profs.
O k lhe posso dizer? Não desanime e lute por ele. Continue a ir à direcção da escola, à DREC, exija um professor de apoios especiais, uma tarefeira que esteja lá só pra o ajudar.Exija que respeitem a sua privacidade.Na escola da minha filha, eu já era tão conhecida que já ninguém me pedia a identificação quando entrava, não sei o k diziam ,mas eu nunca desisti. Não desista, faça barulho, exija, reclame. O seu filho não o vai fazer por ele próprio.
Abraço
Miranda
Cara Mina
Abriu uma nova e pertinente discussão: e se a Sílvia fosse Asperger?!
Um abraço
Olá Bruna
Já vi, obrigado.
Olá Ana
Não se excedeu nada e ainda deixou duas pistas bibliográficas.
Um abraço
Olá Kristy's Place Dogs
Sinceramente, depois de ler os seus comentários e só por eles, atendendo à extensão da situação, acho que o remédio mesmo é mudar de escola. Quando a situação se degrada muito, persistir na sua manutenção pode trazer mais desvantagens do que vantagens. Mas essa é uma decisão pessoal, que tem de ser devidamente pensada e sopesada, analisando prós, contras e alternativas.
Se achar que se justifica, por sentido cívico, prevenir situações para os que se irão seguir, pode sempre expor a situação à Direcção Regional de Educação.
Boa sorte e um abraço
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