Mensagem

Publico-a aqui, porque creio ser interessante para eventualmente suscitar a discussão e envio um forte abraço à Sílvia, desejando-lhe e ao seu filho tudo de bom. A nossa diferença de opiniões não faz de nós dois seres humanos assim tão diferentes mas apenas duas pessoas com opiniões diferentes.
Olá para todos vocês,
Antes de começar a dizer algumas coisas, gostaria que soubessem o quanto significam para mim, pois devem estar se perguntando, quem é essa pessoa que mal se apresenta. Pois bem... sou mãe de uma criança de 8 anos portadora da Síndrome de Asperger, entendo perfeitamente como funciona a mente de vocês, e é por isso que vocês são pra lá de especiais, amo todos vocês e admiro também. Não tive a sorte de ter a Síndrome, pois seria uma privilegiada, sei que vocês sofrem de não serem compreendidos, mas veja bem, estamos num mundo onde as
pessoas ditas “normais”, matam, roubam, mentem, enganam, desamam, o que vocês acham disso tudo?
Tenho é vergonha de fazer parte dessas pessoas ditas “normais”. Graças a Deus tive a grande sorte de poder estar convivendo e aprendendo com meu filho, pois ele veio para me ajudar a ser uma pessoa um pouquinho melhor, porque jamais serei como ele, mesmo que eu me esforçasse com todas as minhas forças, jamais chegaria aos seus pés.
É por isso que falo de todo coração que vocês irão revolucionar a humanidade, se todo ser humano fosse como vocês não haveria maldade, mentira, falsidade e tudo de ruim que existe nesse planeta.
Quero que saibam, que agradeço a Deus todos os dias, por ter o privilégio de ter um filho com essa Síndrome, sei que meu filho agora sofre por ser diferente, pois apenas tem 8 anos, mas tenho a certeza de que um dia ele irá se deparar com a pessoa maravilhosa que é, espero muito por esse dia, pois tenho muito orgulho desse meu filho, ele é tudo de bom, amoroso, sincero, honesto, tudo, tudo de bom mesmo.
Amo todos vocês, e gostaria que soubessem disso.
De uma mãe que gostaria muito de ter nascido com a Síndrome.Sílvia
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Etiquetas: Características, Mensagens, Pais
19 Comentário(s):
Caro Asper e Cara Silvia
A minha opinião ficará, possivelmente aqui entre o meio dos dois.Se por lado admiro o Asper desde sempre pela a frontalidade, razoabilidade em conseguir de um modo tão correcto,aceitar as manifestações da diferença de postura e pensamento dos outros.
Talvez agora também eu generalizando um bocadinho, possa dizer que temos uma parte masculina talvez mais racional, e uma feminina mais emocional. Em relação á mãe Silvia, desejo-lhe o melhor futuro para o seu filhote, e como mãe de um adulto portador da sindrome, tambem muitas vezes enfatizo, as partes genuínas do meu Asperger como tambem enfatizo da minha outra filha, (os nossos filhos são sempre os melhores) mas a pureza dele de facto impressiona-me, mas não me deixa tranquila, antes pelo contrário assusta-me, que ele não conseguirá gerir a sua própria vida. Não que todo o mundo há volta gire nos padrões do mal, ele é que não está apto, a captar os sinais exteriores e fazer uma filtragem. E se por um lado eu estou com esta mãe que ás vezes tinha vontade de não ver a maldade, por outro tenho de estar de olho bem aberto para o proteger, porque já não posso ter a ilusão, de que ele o vai conseguir fazer por si só. Cara mãe ainda bem que não nasceu Asperger que vai ter a função de abrir outros corações para o problema do seu filho e outros com a mesma sindrome. Temos de viver neste mundo imperfeito e temos de ir moldando, algumas cabeças para a condição especial dos nossos filhos especiais...
Um grande bjoca para os dois Asper e Silvia
Este meu comentário serve, sobretudo, para expressar a minha solidariedade para com a mãe Sílvia.
É de muita coragem assumir-se e comprometer-se, mais do que com uma Ideia, com uma Vontade como esta. Estou igualmente certo, que esta sua vontade resulta, sobretudo do incomensurável e incondicional amor que tem pelo seu filho. Nesta perspectiva, mas apenas nesta, compreendo-a totalmente.
Penso que devemos ter o cuidado e atenção para não sermos esmagados pelos nossos sentimentos e intuição. Às vezes um pouco mais de racionalidade ajuda redimensionar as nossas perspectivas e, talvez, a ajudar um pouco mais estas crianças.
Um Abraço!
Pai de A
Mãe Silvia...
estou aqui, em busca de outros pais que estejam passando pelo que estamos passando com nosso pequeno João. Sempre notei que meu filho era "diferente", mas só quando ele já tinha quase 4 anos e depois de vários especialistas e meses e meses de espera, de "testes", exames, encontrei uma psicóloga amada, que junto com outros profissionais, diagnosticaram a díndrome no meu filho.
No início meu marido não reagiu bem, eu confesso que me bateu um grande medo, mas acima de tudo, meu maior medo é de não poder ajudá-lo um dia, em algum momento, do resto não tenho medo.
Meu filho é lindo, um anjo, que não percebe as coisas em volta e que muitas vezes já ouvi dizerem "mas que menino chato" e ele nem se tocar de nada. E tendo sido o primeiro a ler, escrever, se sentiu sem vontade de ir pra escola. Mas com a ajuda da escola que nos apóia e muito, ele hoje vai feliz pra escola e sempre tem uma novidade pra contar, todos os dias, com aquele sorriso contagiante...
Tenho medo do futuro dele, apesar de acreditar e muito que ele será muito feliz.
Deixo meu e-mail pra vc e pra outros pais que quiserem compartilhar sua história conosco.
Grande abraço, que Deus nos proteja e proteja nossos pequenos...
Altemísia - altemisia@globo.com
Mãe Silvia...
estou aqui, em busca de outros pais que estejam passando pelo que estamos passando com nosso pequeno João. Sempre notei que meu filho era "diferente", mas só quando ele já tinha quase 4 anos e depois de vários especialistas e meses e meses de espera, de "testes", exames, encontrei uma psicóloga amada, que junto com outros profissionais, diagnosticaram a díndrome no meu filho.
No início meu marido não reagiu bem, eu confesso que me bateu um grande medo, mas acima de tudo, meu maior medo é de não poder ajudá-lo um dia, em algum momento, do resto não tenho medo.
Meu filho é lindo, um anjo, que não percebe as coisas em volta e que muitas vezes já ouvi dizerem "mas que menino chato" e ele nem se tocar de nada. E tendo sido o primeiro a ler, escrever, se sentiu sem vontade de ir pra escola. Mas com a ajuda da escola que nos apóia e muito, ele hoje vai feliz pra escola e sempre tem uma novidade pra contar, todos os dias, com aquele sorriso contagiante...
Tenho medo do futuro dele, apesar de acreditar e muito que ele será muito feliz.
Deixo meu e-mail pra vc e pra outros pais que quiserem compartilhar sua história conosco.
Grande abraço, que Deus nos proteja e proteja nossos pequenos...
Altemísia - tetecarmelo@gmail.com
Mãe Silvia...
estou aqui, em busca de outros pais que estejam passando pelo que estamos passando com nosso pequeno João. Sempre notei que meu filho era "diferente", mas só quando ele já tinha quase 4 anos e depois de vários especialistas e meses e meses de espera, de "testes", exames, encontrei uma psicóloga amada, que junto com outros profissionais, diagnosticaram a díndrome no meu filho.
No início meu marido não reagiu bem, eu confesso que me bateu um grande medo, mas acima de tudo, meu maior medo é de não poder ajudá-lo um dia, em algum momento, do resto não tenho medo.
Meu filho é lindo, um anjo, que não percebe as coisas em volta e que muitas vezes já ouvi dizerem "mas que menino chato" e ele nem se tocar de nada. E tendo sido o primeiro a ler, escrever, se sentiu sem vontade de ir pra escola. Mas com a ajuda da escola que nos apóia e muito, ele hoje vai feliz pra escola e sempre tem uma novidade pra contar, todos os dias, com aquele sorriso contagiante...
Tenho medo do futuro dele, apesar de acreditar e muito que ele será muito feliz.
Deixo meu e-mail pra vc e pra outros pais que quiserem compartilhar sua história conosco.
Grande abraço, que Deus nos proteja e proteja nossos pequenos...
Altemísia - tetecarmelo@gmail.com
Cara Sílvia,
Admiro o amor que sente pelo seu filho e penso que seria realmente maravilhoso que todos fossemos tão ingénuos e desprovidos de maldade. Mas a verdade é que não somos e os nossos filhos não têm capacidade para entender e reagir à maldade dos outros. Por isso não penso que isso seja algo que os favoreça.
Espero que para além desse amor incondicional consiga manter a racionalidade necessária para "treinar" o seu filho para viver na realidade deste nosso mundo.
Um beijo.
mariamartin
Este comentário foi removido pelo autor.
Olá, tudo bem?
Eu sou a Bruna, bolsista de iniciação científica do Centro Universitário Feevale. Meses atrás você nos autorizou a realizar uma análise em seu blog, cujo já foi concluída.
Se quiser ver os resultados, já está publicado no blog da pesquisa no dia 30 de março.Serás muito bem vindo.
Grande abraço e novamente muito obrigada pela sua colaboração.
http://blogsespeciais.blogspot.com
Acho que me vejo na mesma situação dessa mãe Silvia. Meu filho com 16 anos foi diagnosticado portador de SA (asperger)depois de muitos anos de idas e vindas de psicólogos e neurologistas. É um ser humano incrível, bom caráter, verdadeiro...que tem que conviver como "anormal" numa sociedade de "normais". Mas preciso de ajuda para lidar com esse jeito seu peculiar talvez um pouco distraído de difícil socialização para que ele se sinta melhor. Tenho aprendido ultimamente a lidar com esse seu jeito atrapalhado de fazer as coisas ou até de não fazê-las, porque só agora que foi diagnosticado. E para nós meros mortais ele era lerdo, teimoso...
Mas agora com o diagnóstico estou tentando buscando entender um pouco sobre o assunto do qual sou tão leiga. A ´´unica coisd
Acho que me vejo na mesma situação dessa mãe Silvia. Meu filho com 16 anos foi diagnosticado portador de SA (asperger)depois de muitos anos de idas e vindas de psicólogos e neurologistas. É um ser humano incrível, bom caráter, verdadeiro...que tem que conviver como "anormal" numa sociedade de "normais". Mas preciso de ajuda para lidar com esse jeito seu peculiar talvez um pouco distraído de difícil socialização para que ele se sinta melhor. Tenho aprendido ultimamente a lidar com esse seu jeito atrapalhado de fazer as coisas ou até de não fazê-las, porque só agora que foi diagnosticado. E para nós meros mortais ele era lerdo, teimoso...
Mas agora com o diagnóstico estou tentando buscando entender um pouco sobre o assunto do qual sou tão leiga. A única coisda que me interessa agora é buscar conhecimento para ajudá-lo, estou escrevendo em blogs entrando em contato com pessoas para melhor me ater do assunto. Por isso gostaria de compartilhar informações com as pessoas interessadas no assunto.
Abrços.
Raquel
Olá a todos, caro Asper a tempos passo pelo seu blog e sempre leio os comentários, admiro todos vcs que como eu está sempre buscando apoio e clareza naquilo que sabemos, não tem muito á mudar e sim evoluir. Quanto a carta de Silvia a compreendo pois seu filhimho tem 8 anos e é justamente nessa fase que pensamos: agora ele começara a ser independente e tal, mas somos pegos com mil mudanças, de temperamento, de atitudes, ao inves do nosso filhinho doce se abrir para o mundo, pelo contrario ele vai fechando a sua concha. E aí nos vemos confrontando com o mundo e com nós mesmos. nos perguntando e julgando a tudo e a todos Porque-. 1- Esse por que não existe. 2- Nossos filhos com SA ou não são nossas responsabilidades. 3- No mundo nada é igual, portanto devemos ter sempre e muita serenidade para lidar com as diversidades que ainda estão por vir, digo isso aos pais de aspies pequenos, leiam procurem especialistas, mesmo que a sindrome seja sutil. pois tudo ajuda se vc tiver a mente aberta e o coração tb. Onde eles mais sentem, apesar de não demonstrarem ou demontrarem atraves da agressividade e outras reações é a baixa auto estima que são obrigados por vezes a conviver pq não são devidadente compreendidos(que é o fantasma que nos assombra). Aos pais de adolecentees como eu( meu menino tem 14)e tenho outro de 9 sem SA, acredito estarem tb dia após dia trabalhando as expectativas entre altos e baixos da melhor maneira possível , Meu menino faz terapia desde os 5 anos; fez fono por ter dificuldade de linguagem; toma medicamentos desde os 9 anos. hoje ele tem um psiquiatra que o acompanha, continua com os medicamentos: risperidona (para a rigidez dos pensamentos e atitude socialização) e fluoxetina para os pensamentos compulsivos( quando tem crises ) estuda numa escola regular metodo montessoriano,onde recebe total apoio dos coordenadores como criança de inclusão. Vive mais no mundo dos computadores se tornou perito em inglês, adora historia, cinema e politica só assiste CNN e quanto a regras é politicamente correto, as vezes peço a ele para se abrir mais pra mim, aí ele e diz com toda sua seriedade:Mãe pra que você quer saber não vai entender nada, eu estou bem! Dou-lhe um grande beijo e saio de mansinho. As vezes eçe confessa pra mim que queria ter um amigo, mas um amigo como ele o resto diz, não interessa. Sugiro a todos que ainda não leram, que leiam um texto que se chama -NÃO CHOREM POR NÓS de JIm Sinclair, uma aspie adulta que da palestra pelo mundo. Me ajudou bastante a compreende-los melhor. E o livro OLHE NOS MEUS OLHOS, tb é muito bom. Agradeço a Asper por esse momento me desculpe se me excedi no comentario, mas fico feliz se puder ajudar. beijo a todos esses lindos corações vigilantes. ANA do Brasil
Tenho 15 anos e ouvi a doutora do mau falar sobre esta sindrome comigo.Felizmente eu não sofro falta de interação social,maioria das pessoas com quem ando me entendem e aturam certas manias minhas.
Errm,oque eu estou vendo em vocês é um certo romantismo sobre isso.Certamente não é legal portar essa síndrome nem ser autista - como agora eu estar pesquisando sobre essa sindrome as 6:06 da manhã =D -.Quando falam que quem possui a síndrome é obsessivo vocês não imaginam o quanto,antes de consultar com a minha doutora eu não sabia oque eram essas manias,sentimento obsessivo,moder as mãos,andar numa calçada sempre seguindo os quadradinhos,não sentar no meio de duas pessoas,não gostar de ser observado nem olhar nos olhos.Sabem qual o pior?Eu tenho conciência mas não ligo,quando ignoro algum desses pequenos toques...Eles me causam algo muiiito ruim(uma ansiedade tremenda).Realmente...Tente pegar seus "filhotes" e levem num psicologo,tratem cedo isso,depois sofre muito >.>,eu convivo tranquilo com isso mas...não levem a síndrome pensando que seu filho é um verdadeiro gênio.São realmente poucos os que são.
Se bem que varios toques que tenho surgiram depois de eu ter feito o concurso para o colegio militar na qual eu quase me matei >.< =D
Há! Fiquei em 3º lugar para o 1º ano do ensino médio no colegio militar de poa.
grande coisa o_O xD
Realmente psiquiatria não é a saída >.<.Por sorte eu não tomo esses remédios,evito -elimino com eles na verdade -.Acho que o melhor e tentar abrir os olhos da criança,deixar para que ele se sociabilize por conta dele. ^^ acho o_O
Kristy's Place Dogs
Achei deveras impressionante o seu relato.
Não há nessa escola uma professora de ensino especial que possa servir de intermediária nessa situação? Ou na falta dela não será possível escrever à Direcção Regional a solicitar a colaboração de alguém ligado ao ensino especial?
Ainda que a sua criança tenha boas aptrendizagenms há que cuidar do ambiente social em que ele se desenvolve na escola o isso pode ser tarefa dos professores de apoio.
para kristy's Place Dogs
Infelizmente isso é bem real.Aminha filha agora com 19 anos passou horrores na escola primária.Não com os professores ,mas com alguns colegas.Uma vez empurraram na e teve que levar 12 pontos num joelho.Nunca houve culpados nem se apuraram responsabilidades.Ainda hoje, terminou o 12ºano, e acredite que o seu também há de terminar, continua a ser alvo do gozo dos colegas, ou simplesmente do desprezo, por vezes tb dos profs.
O k lhe posso dizer? Não desanime e lute por ele. Continue a ir à direcção da escola, à DREC, exija um professor de apoios especiais, uma tarefeira que esteja lá só pra o ajudar.Exija que respeitem a sua privacidade.Na escola da minha filha, eu já era tão conhecida que já ninguém me pedia a identificação quando entrava, não sei o k diziam ,mas eu nunca desisti. Não desista, faça barulho, exija, reclame. O seu filho não o vai fazer por ele próprio.
Abraço
Miranda
Cara Mina
Abriu uma nova e pertinente discussão: e se a Sílvia fosse Asperger?!
Um abraço
Olá Bruna
Já vi, obrigado.
Olá Ana
Não se excedeu nada e ainda deixou duas pistas bibliográficas.
Um abraço
Olá Kristy's Place Dogs
Sinceramente, depois de ler os seus comentários e só por eles, atendendo à extensão da situação, acho que o remédio mesmo é mudar de escola. Quando a situação se degrada muito, persistir na sua manutenção pode trazer mais desvantagens do que vantagens. Mas essa é uma decisão pessoal, que tem de ser devidamente pensada e sopesada, analisando prós, contras e alternativas.
Se achar que se justifica, por sentido cívico, prevenir situações para os que se irão seguir, pode sempre expor a situação à Direcção Regional de Educação.
Boa sorte e um abraço
Como eu compreendo a Silvia...
Ela tem razão no que diz, e cada vez as suas palavras serão mais verdadeiras com o passar do tempo.
O SA não é uma escolha. Ou será? Ninguém opta por ter SA, mas as celulas do nosso corpo, de uma inteligencia tão sofisticada que nenhuma psicologia ou psiquiatria consegue compreender, escolheram dotar-nos da doença (será doença?).
É doença porque nos afecta a nivel social? Social que dizer muitas pessoas (2 pelo menos), e quer dizer interacção. Porque é que um portador de SA é considerado responsavel por uma interrelação não funcionar? E porque é que um pai e uma mãe o entendem e um estranho não? (e nem todos os estranhos atenção!) São questões que poucas vezes se colocam e sobre as quais poucas pessoas reflectem. Porque? Não sei... vocês sabem? Não sabem... Ou sabemos todos e não temos coragem de admitir? A sociedade tem que evoluir, se pensamos que ela evoluiu, estamos enganados. Os acontecimentos mais recentes e que estão por vir comprová-lo-ão. Mas o homem 'social' sabe muito bem como evitar estas afrontas da natureza, com tacticas que têem milhares de anos, e que teem provado ser tão eficazes que são repetidas até à exaustão. Existiram muitos famosos com vidas quase normais que sofriam de AS? Claro que existiaram, e existem, mas todos têem uma coisa em comum: geraram dinheiro a alguém. Uma sociedade justa é meio caminho andado para o tratamento de qualquer doença. É estranho existir um tratamento comprovadamente eficaz e niguem fazer caso dele, não é?
Já estive internado, não tenho emprego, não tenho uma relação sentimental e mesmo assim consigo viver, porque adoro a minha maneira de ser, que me dá prazeres e desconfortos, mas que é unica. E a unica pena que tenho quando morrer é deixar de poder observar este mundo, esta sociedade, que é a maior tragico-comédia jamais escrita e representada por bilioes de seres humanos. Tudo de bom para todos é o meu maior desejo, e acima de tudo: que não me chateiem a cabeça.
Assinado: 1AS
Para 1AS:
Olá, De certa forma entendo seu ponto de vista, pois, sou mãe de um rapaz de 14 anos, que pensa deveras como vc, e sempre teve pensamentos proprios e muito rigidos quanto a regras e socialização, adora ficar horas na internet à aperfeiçoar sua sabedoria em temas diversos, é autodidata em ingles,ama politica e cinema e hj passa pelo conflito de ter que superar suas dificuldades de aprendizado em matematica, linguagem, e matérias complexas como quimica e fisica, está no ultimo ano do fundamental,como inclusão, tem suporte psicologico e medicamentoso, e hj vivemos a situação de enfrentar ou não o ensino medio, ele tem muito dificuldade e não quer ceder as tarefas ditas não prazerosas.
anteriormente se afastou dos colegas por não achar afinidade alguma com eles, mas atualmente tenta algum contato, mas não consegue, não consegue achar uma conexão, anda depressivo, incapaz, esta tento um choque de realidade não esta aguentando a pressão imposta pelas mudanças e cobranças e a situação esta ficando incomoda pra ele, diz querer fazer somente o que quer e ponto final, não considera nada além do que lhe interessa.
Agora, querido 1AS, te pergunto, se vc por gentileza puder me responder, o que vale a pena... tentar superar as diferenças, ou viver como um observador, pq meu filho é como se fosse um banco de dados, onde armazena todo seu conhecimento, somente aquele que ele se interessa e vive paralelamente pelo mundo lendo, observando, e tirando suas próprias conclusões achando até soluções praproblemas politicos e sobre tudo e todos, Sim pq, meu filho é uma pessoa muito critica, julga, questiona eas vezes reage a opinião alheia com certa rigidez.Mas quando é chamado a participar de algo significativo onde exiga dele exposição ou um esforço intelectual diferente do que ele conhece, se nega duramente, obstruindo toda aquela postura de rapaz regrado e dedicado que apresenta quato aos seus próprios interesses
Veja bem, nesses anos todos de mãe, pude acompanhar todos os caminhos percorridos pelo meu filho, um menino saudavél, bonito, cheio de vida, mas infelizmente não quer compartilhar da vida das pessoas que se interessam de verdade por ele. AS vezes ele acha tudo que o cerca desinteressante e fica completamente indiferenteao cotidiano familiar, e isso é uma pena, pq toda rotina tem sua beleza, então volto tb nas mesmas perguntas que vc fez em seu comentári, pois já cansei de querer achar essas respostas, mas acredito que elas estão mesmo dentro de cada um, e infelizmente a sociedade é muito contraditória mesmo, e tenho que dar razão pra muitas questões discutidas pelo meu filho, mas a realidade é dura com todos nós, e temos que nos adaptar na maioria das vezes, só assim acontece a evolução tão esperada.
Então fica a pergunta. Claro, que com isso não quero ENCHER-TE A CABEÇA, com todo respeito e agradeço desde já teu comentário pois, me deu a oportunidade de expor pontos que não são muito comentados nos ditos Aspie, por sinal meu filho detesta esse rotulo.
Seja feliz em sua caminhada!
Claudia
Olá o seu caso é igual ao meu pois com a minha filha passou se o mesmo, mas não era ela tinha o problema e ninguém a compreendia, então descubrimos que tinha asperger no cadinho, hoje ela está numa cercí e não faz nada em casa vai faz 23anos,um dia é carinhosa outro já está revoltada o que vai ser da minha filha quando eu e o meu marido não estivermos cá. Uma senhora dizia que é bom serem assim eu acho que não socialmente ela não se dá bem seria melhor se ela fosse como nós saberiasse defender sozinha mas assim nem pensar estou sempre com o coração nas mãos pois não vai fazer a vida dela sozinha. Obrigada
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